Comic Con Portugal 2018

Comic Con Portugal 2018:

Agora que já passaram uns dias desde a Comic Con Portugal e que já deu para ganhar alguma perspectiva sobre a mesma, falemos sobre o que correu melhor ou pior nesta edição em que tanta coisa foi diferente.

Os Convidados:

 

Não há como negar que esta edição em termos de convidados de TV e Cinema foi, no mínimo, fraca. Sendo que um dos factores que foram apontados o ano passado como razões para a possível mudança para Lisboa foi a maior facilidade para trazer mais e melhores nomes, neste campo houve uma falha gigante, o que afastou muito do público habitual, e tal foi bastante notório nos painéis que, infelizmente, não encheram tanto quanto de costume.

No campo dos comics os convidados até foram bastante apelativos, assim como também nos convidados nacionais, tendo sido as edições de “A Cave do Markl” as estrelas desta edição, visto terem sido os painéis que mais encheram.
Mas este ano notou-se um forte empenho numa área que veio a ganhar expressão de edição para edição: os youtubers. Tendo uma tenda de menores dimensões para diversas palestras, pelo que soube a mesma esteve sempre bem composta.

O Espaço:

 

Desde o anúncio do local que várias vozes se levantaram contra o local escolhido devido ao facto de ser ao ar livre, e o as implicações que isso teria, ao que a organização respondeu que iria criar estruturas para usar no mesmo, estruturas essas que acabaram por ser tendas.

Antes de mais, a sensação que tive ao chegar ao recinto este ano foi que o espaço era gigante, o que foi bastante positivo pois, especialmente no sábado, não houve aquela típica sensação de claustrofobia que costumava haver, apesar de haver outras agravantes para isso.

As áreas estavam mais ou menos organizadas por temas, o que facilitava para quem tinha interesses mais específicos, o que tornava a movimentação pelo evento mais eficiente. Foi também uma surpresa agradável termos uma área de multibancos, assim como o notório aumento do número de bancas que aceitava cartão/Mbway.

Foi também com surpresa que descobri que havia uma tenda exclusiva para cosplayers com ar condicionado, casa de banho e zona para se trocar de roupa. Segundo o que ouvi, também distribuíram água e cafés. Boa iniciativa, assim como a zona que se encontrava estrategicamente ao lado da zona para as crianças, que claramente era para os pais relaxarem um pouco.

No entanto, nem tudo foi positivo neste campo. O caso mais flagrante foi claramente a zona dos artistas. Pessoas que pagaram para terem uma mesa no evento para poderem mostrar o seu trabalho ficam numa tenda sem luz, num espaço algo apertado, e quando no qual os seus trabalhos ficam expostos ao sol/chuva/vento. Seria positivo ver esta situação resolvida para melhor na próxima edição.

No mesmo campo tínhamos alguma bancas de merchandise, a zona do kpop assim como toda a parte de refeições completamente ao ar livre. Tivemos sorte pois pouca chuva houve, e só num dos dias logo de manhã, mas caso tivesse chovido a sério, não sei como iriam dar a volta ao assunto, já que mesmo nas tendas chegou-se a avisar que estava a pingar lá dentro em cima das bancas de vendas.

Considerações finais:

Esta edição foi como um novo começo da Comic Con Portugal, inclusive no número de erros cometidos.
Na edição especial da JanKenPon disponibilizada durante o evento tinham um mapa do evento que, por não apresentar todos os espaços que existiam, tornava as coisas mais confusas, fazendo com que a pessoa acabasse por se perder de qualquer maneira no início.

Apesar de o espaço ser maior, um factor que também ajudou muito a não haver tanta sensação de claustrofobia foi o facto de haver claramente muita gente mais casual que apenas se mantinha no recinto apenas durante umas horinhas. Aliás, este ano foi provavelmente o com mais pessoas só com bilhetes diários, além dos bilhetes ganhos em concursos, que também me pareceu ter havido muitos mais. Apesar de perceber que para a organização é um sucesso haver mais pessoas a visitar o evento, a verdade é que se só estão lá por meras horas o evento acaba por parecer mais vazio, além de que o pessoal casual não é de voltar a ir noutras edições, são mais curiosos que vão ver o que é e pronto.
Por fim, confesso que fiquei muito triste com o concurso de cosplay.

 

Uma das actividades que tem sido bastante concorrida outros anos, não só o auditório estava com bastantes lugares vagos, como foram apenas 7 concorrentes. Foi com pena que vi isto, afinal, nos outros anos têm sido sempre o triplo ou quádruplo de concorrentes. Também as categorias e prémios foram reduzidos, o que talvez tenha influenciado a falta de concorrentes.
Tenho de dizer que gostei no entanto que este ano os voluntários pareciam mais informados dos horários e do espaço, tendo respostas sempre que perguntei alguma coisa.

Assim, espero que para o ano a organização esteja mais consciente dos erros cometidos este ano e que os melhore, tal como adapte o preço dos bilhetes ao evento, pois foi um bocado caro para o que era.

Joana Rodrigues
Joana Rodrigues

Programadora por afinidade, aficionada pela cultura nipónica por natureza e cosplayer desde 2010.

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